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Grande Muralha - dia 12

A Iris, que nasceu em Honk Kong, providenciou dois carros para nos levar à Grande Muralha. Não fica muito longe de Beijin, provavelmente 1 hora de viagem. O dia está lindo, faz sol, e decidimos tentar chegar lá o mais cedo possível, então passamos na loja de conveniência ao lado do hotel, e eu tentei ser saudável e comprar frutas desidratadas, batatas chips e um café com leite engarrafado. Eca!
As frutas cheias de açúcar, não sobrou muita saudabilidade, mas está valendo, vou ver a Grande Muralha da China, não estou me importando muito com a comida.
Uma estrada linda, com as montanhas no horizonte e chorões formando um portal na estrada, já criaram uma enorme expectativa de beleza.
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Finalmente chegamos! Temos que pegar um teleférico até lá em cima, e lembrei muito de Campos do Jordão... Diversas empresas oferecem este serviço, e eu preferi pegar o teleférico para 2 pessoas que vai com as pernas penduradas igualzinho ao de Campos. Conforme vamos subindo, passamos por cima desta vila antiga, tradicional, que vai ficando menor, e abaixo de nós está uma floresta, que bem abaixo de nós parece replantada, mas ao redor, parece nativa. Eu fico me perguntando que animais moram naquelas montanhas...
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Chegamos a uma plataforma, descemos do teleférico, e de lá temos que subir algumas escadas para chegar à Muralha. Um gatinho lindo está lá sentado tomando sol. Eu falei com ele, e imediatamente ele responde, e miando vem para perto de mim. Ele não tinha uma das patas, e inicialmente eu pensei que aquele miado todo fosse de dor. Tadinho... Se fosse no Brasil eu levaria o bichano para casa. Ele deita no meu pé, e percebo que a patinha está tratada, e ele só está miando por manha. Pura manha. Com certeza este bichinho está muito bem tratado nas montanhas, e não precisa de mim.
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Ao longe avisto uns monges subindo a muralha para a direita, e deixo o gatinho para continuarmos nossa jornada. Eu sugiro irmos para a direita, mas todos querem a esquerda, já que está batendo sol e lá em cima está fazendo muito frio. Voto vencido, vamos para a direita.
Lá de cima, pisamos na primeira pedra da muralha, e eu já estou feliz. Que lugar mais lindo! Cercada de montanhas, cada etapa da muralha é uma vista diferente, um novo ângulo daquele lugar magnífico. Tão pacífico, tão lindo!
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De tempos em tempos, há uma construção, como uma pequena fortaleza que servia de casa para os guardiões dos impérios. Elas são parecidas entre si, mas cada uma aponta detalhes diferentes, fazendo daquela experiência uma novidade a cada passo.
Tão lindo, que não conseguimos parar de tirar fotos. Uma foto atrás da outra, e nenhuma reflete a sensação que estou sentindo naquele momento. Me lembro de quando estive na Patagônia, e a mesma coisa aconteceu. Simplesmente parei de tirar fotos, e me peguei aproveitando muito mais. Os cheiros, o vento fresco batendo no meu rosto. Já não está mais tão frio, e o sol e a caminhada esquentam bastante.
Finalmente chegamos a um ponto bem alto, do qual depois começa a descida de novo. Não temos o dia todo, já que dois colegas têm que pegar o vôo, e um dos carros os levará direto ao aeroporto. Este é o último ponto, mas tudo bem. Estou realizada. Achei uma janela da qual tenho a melhor vista de todas. Além disso, ela fica em um cantinho escondido da fortaleza, e o número crescente de turistas já não incomoda tanto. Estou em completa paz. Admiro aquela beleza, e desejo que ela nunca acabe.
Ouço a voz da Carolina Lembo. Não acredito que a delegação brasileira inteira está lá, na mesma hora que eu. Fico bem quietinha, escondida à luz do sol, banhada na umidade da fortaleza. Eles não me vêem. Ufa. Irônico que buscava um rosto familiar, e agora quero o silêncio. Eles vão embora, e eu saio da minha toca preferida.
Na volta, o grupo acelera, não tem mais fotos para tirar. Deixo a irritação de lado, e ando bem devagar ao lado da Iris, enquanto conversamos sobre assuntos da vida. Vejo mais monges, ao longe, subindo para a direita. Da próxima vez, sigo os monges.
As empresas oferecem duas possibilidades na volta, um tobogã ou voltar pelo teleférico. Eu vou sozinha pelo teleférico, e aproveito na última piscadela a linda paisagem que some atrás das montanhas enquanto o grupo escorrega montanha abaixo. Curti de novo o silêncio.
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Nos despedimos de Melita e Steve e eu sugiro almoçarmos em um vilarejo típico no caminho. Somos 4: Siddharth (da Índia), Iris, Jasper (das Filipinas) e eu. O motorista concorda, mas não conseguimos encontrar um lugar, então paramos em um restaurante na beira da estrada, e sentamos ao lado de um tanque com água. Não percebi até um grupo se aproximar do tanque com varas de pescar, que cada um “pesca” o peixe que irá comer. Que horror! Durante todo o almoço, eu escuto o barulho de peixes se debatendo, sufocando. Perdi o apetite. Comi qualquer coisa, nem lembro bem o que, e Iris e eu saímos para dar uma volta e finalmente ver um vilarejo típico. Bisbilhotando em uma das casas, somos pegas por uma senhora que se desculpa por estar suja já que tinha acabado de almoçar também. Conversamos com ela por um bom tempo (na verdade a Iris conversou, e eu fiquei lá escutando apesar de não entender nada). A senhora desdentada nos contou que ela e a família são catadores de castanha. Vão às montanhas, catam as castanhas, as abrem com luvas, secam e as vendem. É um trabalho árduo e mal pago. Finalmente começamos a ver a China como ela é.
Voltamos para o hotel cansados devido às poucas horas de sono da noite anterior e à longa caminhada pelas montanhas, e combinamos de nos encontrar mais tarde. Não consigo dormir sabendo que Beijin está lá fora. Preciso explorá-la, e combinamos com Iris que ela nos levará a um shopping de eletrônicos para procurar um computador. Chegando lá, as coisas são caras e o cheiro de plástico nos dá uma terrível dor de cabeça. Que contrastes no mesmo dia!
Vamos a um café muito legal chamado UBC Caffee, aonde eu comi a melhor banana split da minha vida. Um café tão legal, cheio de sofás confortáveis, à meia luz, com diversas opções de comidas e bebidas. Vou voltar lá outro dia antes de sair da China. Com certeza.
Saímos de lá em busca de um restaurante de espetos sugerido pela Iris. Um restaurante típico, equivalente à nossa churrascaria, apesar de ter espetos de tofu, macarrão com cogumelos e tiras de abóbora fritas. A comida estava boa, e tentei não olhar em volta para ver que tipos de animais as pessoas estavam comendo. Depois daquele almoço, ignorância não faz mal à ninguém.
De volta ao hotel, estou exausta! Vou morrer de tanto dormir. Siddharth vai embora amanhã, mas também quer ver a cidade proibida, então vamos acordar cedo de novo. Tudo bem, eu durmo no Brasil.

Posted by kittennick 05:41 Comments (0)

Beijin - dia 11

Tivemos reuniões a manhã inteira, para alinhar como tinha sido a semana, quais foram as nossas conquistas, como será Cancun, e como nós estamos como time. Sentada lá, eu me senti feliz. Feliz por fazer parte deste time.
Apesar de ainda não concordar muito com a tentativa de resolver o mundo em conferências internacionais, olhei em volta e vi muitas pessoas que ao menos estão tentando. Pessoas inteligentes, cada uma com seu estilo, formando um time afiado do qual faço parte. Estou feliz.
A reunião terminou e eu corri para terminar de fazer a mala.
Vamos para Beijin com um ônibus que nos deixará na frente do hotel. Ainda bem, não queria carregar aquelas malas de novo pela cidade inteira.
No caminho para Beijin, apesar de ser apenas 150 Km de Tianjin, o trânsito pode fazer o caminho demorar mais de 4 horas, então o motorista parou em uma espécie de posto de gasolina para usarmos o banheiro. Eu não estava com vontade, mas como é melhor prevenir, fui ao banheiro. Para minha surpresa, não haviam assentos sanitários, e sim buracos no chão. Os buracos não são simples buracos, e sim peças de loça, como dos nossos vasos sanitários, mas no chão. Ao lado delas, espaços para os pés, e várias mulheres acocoradas fazendo xixi de porta aberta.
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Para mim aquilo foi tão inesperado, que procurei um banheiro que tivesse porta, e para a minha sorte encontrei um. Achei aquele sistema apesar de um tanto “diferente”, super higiênico, já que não é preciso encostar em nada, e para puxar a descarga, faz-se com os pés.
Adorei! Quem dera os banheiros públicos brasileiros oferecessem esta opção.
Voltando ao ônibus, primeiro nas TVs estava passando um DVD de um show de um cantor pop chinês horrível!!! Ai que tortura escutar aquele cara! E o que mais nos impressionou, foi que o show dele estava lotado. Mas pensando de novo, não deve ser tão difícil assim lotar um show na China.
Para me distrair daquela coisa, olho para fora da janela, e vejo parte da China como ela é. Casas mais simples, lixo empilhado, e muitas árvores recém-plantadas. Eles realmente estão fazendo um esforço para reflorestar o país (pelo menos naquela região).
Depois de uma hora de tortura, o show termina e um filme do 007 começa. Finalmente. Ai, como o Pierce Brosnan é lindo. Mas é uma pena que o filme começa a travar, e não dá para continuar assistindo. Eu estou cansada, mas não quero dormir. Quero ver o China, e todos os seus lados possíveis.
Chegamos em Beijin com chuva, muita chuva. O ônibus nos deixa no hotel, e combinamos de sair em 10 minutos para ver a praça XXXX. Vejo rapidamente a previsão do tempo, e vejo que vai chover cada vez mais até meia noite, e amanhã vai fazer sol. Ainda bem, estou louca para ver a Grande Muralha.
Vamos até a praça, não dá para ver nada. A chuva misturada com a poluição dá uma visibilidade de 5 metros à frente. Passamos na frente da entrada da cidade proibida, mas além de estar chovendo, já é noite e não conseguimos ver nada.
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Então Michelle, uma colega do Greenpeace que está atualmente sediada em Beijin nos leva para fazer compras em um shopping, aonde tem que se pechinchar como louco. A regra é nunca pagar mais do que 30% do preço inicial. Isso é tão cansativo que quero sair correndo de lá.
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Vamos parar em um restaurante bem ocidentalizado para turistas, aonde fazemos a última reunião da viagem. Fiquei me perguntando porque esperaram até aquela hora para fazer a reunião? Estou cansada, quero dormir.
Vamos para o hotel, e agora estou sozinha no quarto. O Íbis não tem quartos duplos, o que por uma lado é legal pela privacidade, mas por outro, senti falta de ter alguém com quem conversar. Tudo bem, estou tão cansada, e amanhã acordamos cedo para a Grande Muralha.

Posted by kittennick 05:31 Comments (0)

Escapulida - dia 10

Finalmente perdi a vergonha e resolvi tirar fotos de tudo e de todos. Não sou japonesa, mas vou fingir que sou... quem sabe eles me confundem com uma nipo-brasileira?
Então começei pelo café da manhã do hotel, que falei que era um tanto estranho, mas achei que ninguém ia acreditar, e também eu quero ter a foto para lembrar para sempre.
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Sim, este é o café da manhã do hotel. Sabe que já me acostumei a comer yakisoba de manhã? Tem alguns vegetais que são estranhos, mas experimento quando sei que não tem carne. Os que são duvidosos, deixo para a foto.
Então minha rotina tem sido comer yakisoba, melão, melancia, ovos mexido, torrada com manteiga, café com leite e um iogurte. Parece uma mistureba bizarra... pior é que é, mas eu estou gostando.
Vamos para a conferência, mas como é o último dia, temos que esperar os delegados chegarem a alguma conclusão nas negociações... ou não. Não tem quase nenhum evento interessante acontecendo, então Melita e eu decidimos dar uma escapulida de manhã, e ir ver uma tal de Rua Cultural Antiga. Pegamos um taxi, e pedimos para ele nos deixar lá, sem saber aonde isso fica no mapa, ou sem saber muito o que nos esperava. O guia que tínhamos não falava quase nada, mas parecia interessante.
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Chegamos lá e encontramos este lindo vilarejo antigo, que começa com um prédio que foi reconstruído em 1470 (imagina só como esta cultura é antiga... a contrução sendo refeita antes mesmo do Brasil ser descoberto pelos portugueses...) Lindos desenhos, e cheio de detalhes no telhado e fora, fiquei impressionada com o que via.
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Pagamos 10 CYB e entramos no templo. Com tudo escrito em chinês, e sem ninguém falando inglês, não pudemos entender muita coisa, mas o deus da escultura é um deus muito antigo.
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As esculturas coloridas nas redomas de vidro me pareciam ser as dinastias, mas depois que as vi do outro lado, desconfiei ser outra coisa. Vou pesquisar depois, ou perguntar para algum chinês conhecido.
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Impressionadas com a construção, entramos na rua de trás, e nos deparamos com estas vielas, também cheias de rococós chineses e portais por todos os lados. É uma vila antiga inteira. São várias ruas, que dão em outras ruas, com prédios lindos, de arquitetura tradicional chinesa, com várias lojinhas, lojinhas e mais lojinhas. Lá encontramos de tudo, quirigami, pincéis de escrita chinesa, artigos budistas, bolsas louis viton falsas, e muitas, muitas coisas.
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Que lugar lindo!
Como não poderia deixar de ser, no meio do lugar encontramos escadas rolantes! Isto é a China.
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Um homem vendia na rua batatas doces e milho que ele assa em um tonél. Compramos uma batata doce gigante que nós duas dividimos. A melhor batata doce que eu já comi da vida! Amarela que nem mandioquinha, estava doce e macia por dentro. Que delícia.
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Andamos por mais ruas, mas como já estava na hora do almoço, achamos melhor não abusar e voltar para a conferência, apesar de termos visto por lá outras pessoas com o mesmo crachá que nós estávamos usando.
De volta à conferência, aquela mesma ONG de catadoras de lixo da Índia estavam fazendo uma manisfestação na entrada para sensibilizar os delegados. Será que funcionou?
Fomos comer alguma coisa, porque sabíamos que a sessão ia render até tarde, e íamos ficar com fome só com a batata doce, então Iris nos recomendou uma panqueca chinesa, que só é feita em Tianjin.
É uma massa feita tipo um crepe, depois se quebra um ovo em cima, e se joga salsinha e temperos. Depois de pronta, ela é virada e recheada com um pão frito.
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A conferência rendeu, rendeu.... Mas nada muito importante ficou decidido. Sempre um ou outro segurando o processo.
Voltamos para o hotel muito cansados, e amanhã de manhã temos reunião.
O escritório chinês nos convidou para um jantar final, e comemoramos todos juntos o final da conferência em Tianjin. Foi muito divertido.
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Mas como é nossa última noite em Tianjin, resolvemos comemorar. Tentamos tomar um drink de despedida no hotel perto do nosso, mas eles não tem nada, e tudo é caro. Então compramos uma garrafa de vinho de arroz típico desta região. Ele tem um cheiro adocicado muito bom, mas é tão forte que ninguém se anima de tomar mais que um gole. Ficamos conversando um pouco no quarto da Iris, e vamos dormir porque amanhã temos reunião a manhã inteira, e depois vamos para Beijin.

Posted by kittennick 09:53 Comments (0)

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O feriado chega ao fim - dia 9

Hoje é o primeiro dia de trabalho depois do fim do feriado nacional, e não só o trânsito e a poluição sonora das buzinas estão piores, como também a poluição está incrível.
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Comecei o dia lendo uma linda notícia no meu e-mail pelo celular, que alegrou todo o meu dia! Sem saúde não somos nada neste mundo, e não há nada melhor do que saber que aqueles que nós amamos estão saudáveis. Meu coração se encheu de felicidade e alívio, e assim comecei o dia de trabalho.
Na hora do almoço, Melita e eu fomos convidadas para almoçar com este delegado de Fiji, e ele convidou o seu chefe. No final, almoçamos com o ministro do meio ambiente de Fiji, e ele nos contou histórias incríveis sobre o seu país. Ele nos disse que até o catolicismo chegar, eles eram canibais e comiam seus inimigos, e que os padres proibiram esta prática, e introduziram as vacas e bois.
Como eles foram apresentados para estes pobres animais como bull and cow, até hoje na língua deles carne é chamada de bulamcow.
Eles também foram proibidos de andar nus.
Com tantas diferenças culturais na cabeça, depois do almoço, nós continuamos sentadas no restaurante (para trabalhar e também aproveitar e comer mais um pedaço de bolo do buffett no meio da tarde) e tomamos de novo o chá de flores. Eu vou procurar algum lugar em Beijin para comprar mais por um preço um pouco melhor, e quem sabe receber as pessoas em casa com este chá.
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O dia foi cansativo, então vou direto para o hotel para dormir muito. Vou para cama às 21:00. Finalmente!
Tão macia... tão quentinha... é tão bom dormir.

Posted by kittennick 09:43 Comments (0)

Dia 8 - faltam 3

Estou com saudades de casa. Não pela comida, pela língua ou pela cultura aqui serem tão diferentes.
Na verdade eu estou com saudades de casa mesmo. Saudades do Michael, das gatinhas, de São Paulo.
Saímos do hotel hoje, e a poluição está cada vez pior.
No chuveiro, tive uma idéia para a campanha em São Paulo, a partir da sensação pós entrevista de ontem. Eu gosto de dar entrevistas e falar com pessoas, muito mais do que ficar fazendo política, então pensei em uma campanha bem de rua. Vou tentar arrumar um tempinho para começar a escrever o projeto hoje.
O Greenpeace colocou um iceberg no meio de uma praça, bem ao lado do centro de convenções, e em cima dele um urso polar. Ficou realmente lindo, e quando chegamos, fomos lá dar uma olhada.
A poluição relamente está impressionante. Não consigo me conformar com isso.
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Enquanto olhava para esta cena, parada lá, dentro da incrível nuvem de poluição de cerca a cidade de Tianjin, eu chorei.
Eu pensei nos ursos polares que se afogam porque nadam, nadam, não encontram os icebergs e se afogam, e chorei.
Quis gritar: Come on, people, don´t you care?
Mas não gritei, e não falei nada. Simplesmente passei pelas máquinas de raio-x, mostrei o meu crachá, entrei no centro de convenções, respirei fundo e comecei o dia. São mais 3 dias de comferência, e outras coisas acontecerão.
Clique aqui para mais fotos e para a notícia...
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Como o lugar de sempre de almoço hoje não parecia oferecer nenhuma opção vegetariana sequer, procuramos um outro lugar para comer, e encontramos um outro restaurante, muito melhor, com uma comida maravilhosa!!! Custa o dobro, mas pelo menos não fico com fome às 3 da tarde.
Eles tinhas várias opções de tofu, macarrão, cogumelos e muitos outros quitutes deliciosos, incluindo um bolo de maracujá que repeti 3 vezes.
Depois do almoço, fui procurar um chá, e finalmente encontrei o maravilhoso chá de flor que tinha experimentado na casa de uma japonesa em Berlim. É uma flor fechada, que quando entra em contato com água quente, abre como se a primavera acontecesse em frente dos seus próprios olhos. E uma delícia. Comprei um saquinho para levar para casa.
Agora eu escrevo do lago, aonde o sol quase brilha por entre as nuvens, e eu sem sapato, sinto uma briza fresca no rosto, e o sinal de internet é mais forte do que dentro do prédio.
Parece que eu não fui a única a ter a mesma idéia.
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O evento organizado pelo Greenpeace à noite foi muito interessante. Um dos palestrantres era um professor chinês, que falou coisas muito interessantes a respeito da China fazendo muitos progressos rumo a energias renováveis. A imprensa e representantes de governos estavam lá, e todo mundo amou. Eu achei super interessante também.
Como precisávamos fazer a nossa reunião de final do dia e já era tarde, fomos a um restaurante Tawianes perto do hotel. Eu odeio comer fazendo reunião, mas já que temos que, fazer o que?
A comida estava deliciosa, realmente. Pedimos cogumelos secos fritos (estavam super apimentados, mas muito deliciosos), um macarrão de arroz com abóbora (que estava divino) e tofu (que de todos era o menos gostoso).
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Vou me lembrar disso. A comida taiwanesa é uma delícia.
Não deu tempo de escrever o projeto, mas amanhã quem sabe?
Estou mais animada do que quando acordei, e acho que vou conseguir fazer coisas legais em São Paulo para ajudar a segurar as mudanças climáticas, e talvez não salvar os ursos polares (que triste), mas quem sabe os tucanos e bichos preguiça...
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Posted by kittennick 19:26 Comments (0)

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